“Médico, cura-te a ti mesmo” (Lucas, 4; 23)”


CREATINA

Posted in Uncategorized por theoliveirashow em agosto 22, 2009

A creatina foi identificada em 1835, sendo que sua suplementação tomou popularidade a partir dos Jogos Olímpicos de 1992, onde atletas britânicos, incluindo medalhistas de ouro, declararam utilizar esse tipo de suplemento. A creatina ou ácido metil acético-guanidina é encontrado em abundância no músculo esquelético, e em menor quantidade no cérebro, fígado, rins e testículos. No homem com um peso médio de aproximadamente 70kg, a quantidade total de creatina é de cerca de 120g .

Além de estar presente nos alimentos, principalmente os de origem animal (carnes em geral), a creatina pode ser sintetizada, no fígado, através de 3 aminoácidos (Glicina, Arginina e Metionina), sendo transportada posteriormente para o tecido muscular, onde aproximadamente 95% do seu total se encontra estocado. Aproximadamente 60% da creatina presente no músculo, em repouso, se encontra na forma de fosfato de creatina (CP). A suplementação oral de creatina parece diminuir sua produção endógena, mas essa diminuição é revertida quando a suplementação é interrompida. A quantidade de creatina corporal é relativamente instável, com uma reposição diária de aproximadamente 2g. No entanto essa quantidade depende de vários fatores, tais como: ingestão pela dieta, idade, sexo, e quantidade de massa

A creatinina é o único produto final da degradação de creatina, sendo formada por uma reação reversível não enzimática. Sendo o músculo esquelético o principal estoque de creatina corporal, esse se torna o principal sítio de produção de creatinina. Diariamente a excreção renal de creatinina é relativamente constante, mas pode variar individualmente, e é dependente da massa muscular total em indivíduos saudáveis. Uma vez gerada, a creatinina entra na circulação por difusão simples e é filtrada pelos rins por um processo independente de energia, sendo posteriormente excretada na urina.

Estimativa usando a depuração de creatinina

Na prática clínica entretanto, a depuração plasmática de creatinina é usada para medir o TFG. A creatinina é um molécula endógena, sintetizada no corpo, que é livremente filtrada pelo glomérulo (sendo também secretada pelos túbulos renais em quantidades muito pequenas). A depuração plasmática de creatinina (clearance) é então uma aproximação muito boa da TFG. A TFG é tipicamente registrada em mililitros por minuto (ml/min).

Exemplo: Uma pessoa possui uma concentração de creatinina plasmática de 0,01 mg/ml e em uma hora excreta 75 mg de creatinina na urina. A TFG é calculada como M/P (onde M é a massa de creatinina excretada por unidade de tempo e P é a concentração plasmática de creatinina).

CREATINA FARMACO

Classificação: Ergogênico
Dosagem:
– Adultos: A dose inicial é de 20 gramas/dia por 5 a 7 dias, depois 5 gramas/ dia para aumentar a performance atlética.
– Pediátrica: Para tratamento de deficiência de guanidinoacetato metiltransferase: 2 gramas/ quilo/ dia.

Via de administração: Oral.

Apresentação: tabletes, cápsulas, pó.

Usos:
– Evidências científicas: O uso primário de um agente ergogênico pretende aumentar a performance muscular. Há muitos estudos positivos e negativos, mas, se é efetivo, é para atividades musculares anaeróbicas e não para as aeróbicas. Creatina é ocasionalmente usada como agente anabólico.
– Outras indicações: Creatina como suplementação alimentar é muito comumente usada por atletas e cultuadores do corpo como um efetivo suplemento nutricional ergogênico para aumentar o desempenho nos esportes e exercícios aumentando a largura e tamanho dos músculos.

Contra indicação: Pessoas alérgicas a Creatina, com função renal comprometida, desidratados ou em uso de diuréticos.

Efeitos Adversos:
Efeitos metabólicos:
– Há freqüentemente ganho de peso e retenção hídrica durante o inicio do tratamento, possivelmente devido ao efeito íon “zwitter” da creatina.
– Raros casos de intolerância ao calor têm sido relatados no inicio da terapia.
– Síntese endógena de creatina parece diminuir com o uso exógeno desta.
Efeitos gastrointestinais:
– Diarréia durante a suplementação tem sido relatada em poucos casos. Creatina insolúvel pode produzir distress gastrointestinal.
– Creatina não causa ulcerações gastrointestinais nas doses recomendadas.
Efeitos renais:
– Há um caso relatado na literatura onde um paciente usando 2 gramas/ dia por 7 semanas apresentou insuficiência renal, sendo que sua função renal era normal andes de usar Creatina.
Efeitos musculoesqueléticos:
– Alguns relatos de cãibras e cansaço muscular especialmente em indivíduos não adequadamente hidratados. (Importante ingerir bastante água durante o tratamento com creatina).

Interação medicamento e alimento: Não se deve ingerir produtos que contenham cafeína, pois antagonizam o efeito da creatina.

Interação com outros medicamentos: cafeína, cimetidine, diuréticos, anti-inflamatórios não esteróidais, probenecid, trimetropin.
Modificação dos resultados de algumas provas laboratoriais:
– Creatinina: Pode estar aumentada (Valores normais estão dentro de 2g/dia).
– Níveis plasmáticos de amônia: Espera-se que os níveis de amônia plasmática estejam aumentados durante o exercício. Se o paciente tem altos níveis de fosofocreatina intracelular, os níveis de amônia (a qual usualmente é formada pelo aumento da destruição do ATP) está diminuída.

Conservação do medicamento: armazenar à temperatura ambiente, longe do calor, e da ação da luz direta.

Mecanismo de ação: Creatina aumenta creatina intracelular e a fosfocreatina, aumentando a liberação de energia anaeróbica. Tem moderado efeito sobre os lipídios devido à sensível indução da insulina hepática.
No organismo é produzida pelos rins e fígado a partir dos aminoácidos glicina, argenina e metionina. As células não produzem Creatina individualmente, mas a obtêm da corrente sangüínea.

Valores normais

As faixas normais para a TFG, ajustadas para a área de superfície corporal, são:

  • Homens: 70 ± 14 mL/min/m2
  • Mulheres: 60 ± 10 mL/min/m2

Fórmulas e referências bibliográficas

Cockroft & Gault
Clearance da creatinina (ml/min) = (140-idade) x Peso/(72 x creatinina)
sexo feminino=clearance x 0.85
Idade: em anos; Peso: em kg; Creatinina plasmática: em mg/dl.

Cockcroft DW, Gault MH. Prediction of creatinine clearance from serum creatinine. Nephron 1976; 16: 31–41.

Função renal instável
Clearance da creatinina (ml/min)=
((293-2.03 x idade) x (1.035-0.01685 x (creatina1+creatina2)) + 49 x (creatinina1-creatinina2)/dias)/(creatinina1+creatinina2)
sexo feminino=clearance x 0.86

Bratter, D. Craig. Creatinine clearance from changing serum creatinine, page 2. In: Pocket manual of drug use in clinical medicine, third edition. B.C. Decker Inc., Toronto, 1987.

MDRD simplificada: Levey
Clearance da creatinina (ml/min) = 186 x creatinina-1.154 x idade-0.203
sexo feminino=clearance x 0.742; negros=clearance x 1.21

A.S. Levey, J.P. Bosch, J.B. Lewis, T. Greene, N. Rogers and D. Roth. A more accurate method to estimate glomerular filtration rate from serum creatinine: a new prediction equation. Modification of Diet in Renal Disease Study Group. Ann Intern Med 1999 Mar 16; 130 (6): 461-70.
A.S. Levey, T. Greene, J.W. Kusek, G.L. Beck, MDRD Study Group. A simplified equation to predict glomerular filtration rate from serum creatinine (abstract). J Am Soc Nephrol 2000 Sep; 11:155A.

Sanaka
Clearance da creatinina (ml/min):
Homens = Peso real x (19 x albumina sérica + 32) / (100 x creatinina sérica)
Mulheres = Peso real x (13 x albumina sérica + 29) / (100 x creatinina sérica)

Peso real: em kg. Creatinina sérica: em mg/dl. Albumina sérica: em g/dl.
Sanaka M, Takano K, Shimakura K, Koike Y, Mineshita S. Serum albumin for estimating creatinine clearance in the elderly with muscle atrophy. Nephron 1996; 73:137-144.

Schwartz
Clearance da creatinina (ml/min) = k x altura / creatinina
k=constante

Altura: em centímetros. Creatinina plasmática: em mg/dl. RN pré-termo (k=0,33). RN a termo e crianças até 2 anos (k=0,45). Crianças maiores de 2 anos e adolescentes do sexo feminino (k=0,55). Adolescentes do sexo masculino (k=0,70)
Schwartz GJ, Gauthier B. J Pediatr 1985 Mar;106(3):522-26.
Schwartz GJ, Feld LG, Langford DJ. J Pediatr 1984 Jun;104(6):849-54.

Cistatina C (Larsson)
Ritmo de filtração glomerular (ml/min) = 77.24 * CysC[mg/L]-1.2623

Cistatina plasmática: em mg/L.
Larsson A. et al, Calculation of glomerular filtration rate expressed in mL/min from plasma cystatin C values in mg/L. Scand J Clin Lab Invest 2004; 64: 25-30.

Chumlea

Homens: Peso (kg) = ((0,98 x cp)+(1,16 x aj)+(1,73 x cb)+(0,37 x pcse)-81,69)
Mulheres: Peso (kg) = ((1,27 x cp)+(0,87 x aj)+(0,98 x cb)+(0,4 x pcse)-62,35)

cp=circunferência da panturilha [use fita métrica]; aj=altura do joelho [use antropômetro (ou fita métrica)]; cb=circunferência do braço [use fita métrica]; pcse=prega cutânea subescapular [use plicômetro (adipômetro)]
Chumlea, W.C.; Roche, A.F.; Steinbaugh, M.L. Estimating stature from knee height for persons 60 to 90 years of age. J. Am. Geriatric. Soc. , 1985, 33:116-120.

Peso ideal
=para obesos=

Peso ideal (kg) = IMC x estatura2

IMC: índice de massa corporal desejável (24,9 = limite superior de eutrofia). Estatura: em metrosFonte:Wikipedia

http://www.portalfarmacia.com.br/farmacia/principal/conteudo.asp?id=439

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